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O Que Fazemos

Quase 3 décadas de pesquisa no Oceano Indico nos levaram a acreditar que existem muito, muito poucos dugongos. Este projecto foi elaborado para descobrir se dugongos ainda ocorrem fora da África Oriental, quantos existem e como melhor conservá-los.

Esperamos realizar isto através de várias fases:

Em primeiro lugar, usando relatórios históricos e informações, identificamos áreas de ocorrência dos dugongos. Usando imagens de satélite e relatórios sobre diversidade e abundância de ervas marinha, determinamos onde os dugongos poderiam/ deveriam ocorrer. Combinando estes fragmentos de informação, identificamos os "HOT SPOTS", onde pensamos que os dugongos ainda podem ocorrer.

Em segundo lugar, precisamos descobrir se os dugongos ocorrem nestes “hotspots”, e caso ocorram, se eles são comuns (abundantes) ou incomuns. Para fazer isso, conversamos com a comunidade, os pescadores, os anciãos e as mulheres (que preparam a comida). Perguntamos se eles vêem dugongos? Com que frequência eles vêem dugongos? Onde eles vêem dugongos?

Nós realizamos um questionário, especificamente elaborado para reunir esse tipo de informação. Obviamente, se a comunidade não vê dugongos, isso não significa que eles não ocorram na área, mas geralmente significa! Então, planeamos colocar gravadores subaquáticos, que devem captar os sons dos dugongos, caso estejam lá. Isto serve para confirmar o que as comunidades nos disseram e examinar a frequência com que ouvimos dugongos, podemos ter uma idéia se eles são comuns ou não.

Em áreas onde os dugongos são supostamente comuns, iremos sobrevoar, para fazer contagens. Isso nem sempre é possível, mas onde ocorrem, usaremos a técnica.

Por fim, dados os resultados de nossa pesquisa, precisamos encontrar formas de conservar os dugongos que encontramos. Para fazer isso, precisamos trabalhar com as comunidades e as autoridades e essa é a parte complicada! Fazer recomendações para as autoridades é fácil, mas fazê-las implementá-las não é tão fácil. Talvez ainda mais difícil é conseguir que as comunidades, que dependem das áreas costeiras para sua subsistência, mudem de comportamento, de modo que os dugongos (e, obviamente, os ecossistemas costeiros) sejam conservados. Esta última fase é um desafio, mas esperamos encontrá-lo, uma vez que tenhamos informações relevantes.